Bateria Eletrônica Artesanal

Bateria eletrônica artesanal!? Pode Arnaldo!? Pode.


Eu e Luciana consumimos música compulsivamente dentro e fora do Infinito Possibilidades. A música sempre está presente em nossas vidas de uma forma ou de outra, seja escutando praticamente o tempo todo, seja tocando algum instrumento.


Neste primeiro post que inaugura nosso blog, vamos contar um pouco de como foi essa "brincadeira terapêutica pandêmica" de fabricar uma bateria eletrônica a partir do reaproveitamento de diversos materiais e a recuperação de peças velhas de bateria acústica.


A ideia não é fazer um tutorial de como fabricar uma bateria (existem centenas no YouTube) mas mostrar que é possível criar quase tudo a partir do reaproveitamento de materiais, desde que você se permita e liberte sua mente.



A bateria


Uma bateria é na verdade um conjunto de instrumentos, a caixa (caixa de guerra), os tontons (tambores com diâmetros e sons diversos), os pratos (de bronze ou outros metais nas baterias acústicas e plástico nas eletrônicas), o bumbo que fica no chão e tocado com o pé acionando um pedal, entre outros elementos de percussão.


Explicando bem superficialmente, na bateria eletrônica, diferente da acústica, o som é captado por sensores especiais (piezzo elétrico) que são fixados nas peças, captam o impulso da batida e enviam a um módulo eletrônico, que por sua vez interpreta o sinal e o transforma em um som específico.



A montagem das peças


Tudo começou com esse tambor de bateria acústica usado que foi cortado e transformado nas duas primeiras peças.


Os pratos passaram por alguns testes e pesquisas. Primeiro fiz os pratos a partir de tubos de pvc hidráulicos cortados e moldados com pistola de ar quente. Funcionaram bem mas em função do diâmetro dos tubos, os pratos tinham uma limitação de tamanho.


Cheguei a testar usar pratos metálicos mas não funcionou tão bem por causa da vibração excessiva dos pratos metálicos. Foi aí que inspirado nos pratos Visulite da Pintech resolvi fazer os pratos com acrílico, fabricados a partir de chapas de acrílico cristal de 5mm, moldados com calor e prensados pra secagem nos dois pratos de latão que tinha testado no inicio.


No final, os pratos de acrílico receberam um tratamento feito à base de amido de milho, cola branca e álcool dando um aspecto de vidro jateado bem legal! Veja nesse link como é simples esse processo de jateamento caseiro. E para diminuir o impacto e consequentemente o barulho da batida nos pratos, foi usado EVA com 5mm e neoprene colados sobre os sensores.




O bumbo que fica no chão é acionado por um pedal de bateria. Comprei um pedal antigo usado que foi totalmente recuperado. Desmontei, limpei, substitui algumas peças gastas das engrenagens, pintei as partes desgastadas e ficou como novo!





O suporte das peças


E pra sustentar isso tudo? A bateria não fica flutuando rsrsrsrs... normalmente são usadas estantes especiais onde são fixadas todas as partes. Como a ideia foi usar o máximo de reaproveitamento com aquisição mínima de peças, para o rack usamos uma arara (cabideiro) exatamente como essa da foto (infelizmente perdi a foto na nossa original) que foi cortada, remodelada e funcionou perfeitamente!




O módulo eletrônico


O módulo eletrônico também é artesanal! Como o conhecimento de eletrônica não é nosso forte, resolvi adquirir um módulo construído também artesanalmente pela brasileira M-Tech drums, e funciona como uma interface entre a bateria e o PC.




Curiosos com o resultado?


Coloque um fone, clique aqui e assista!

Vídeo foi gravada ainda com a versão anterior da bateria.


Esperamos que tenham gostado!


Este é nosso primeiro blog e faremos novos, sempre com algum conteúdo inspirador, direta ou indiretamente relacionado com nosso trabalho no Infinito Possibilidades e a forma que pensamos a vida.

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